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28 de Fevereiro de 2021

O Jusbrasil vê você trapaceando na Comunidade

Por que não adianta manipular o desempenho das suas publicações?

Igor Leite, Advogado
Publicado por Igor Leite
há 2 anos

Ultimamente tenho visto vários perfis do Jusbrasil trapaceando para alcançar mais visualizações.

Eles criam outros perfis falsos para interagir com suas próprias publicações e forjam engajamento.

Para mim e os outros moderadores da comunidade Jusbrasil isso é bem decepcionante, afinal o nosso Guia de Conduta diz o seguinte:

7º Seja honesto e entregue valor. Usar métodos para manipular o desempenho das publicações, ou fazer publicações superficiais com links redirecionando para sites externos (spam) são atitudes reprováveis e prejudiciais para a comunidade. Entregue valor real em suas contribuições e as interações acontecerão naturalmente. Perfis com atitudes suspeitas serão notificados e, se reincidentes, inativados.

Nossa comunidade funciona num ciclo simples: de um lado estão pessoas em busca de informação, do outro pessoas que podem fornecer as respostas. Os autores mais lidos são aqueles que colocam a nossa missão de responder as questões jurídicas antes da popularidade.

Mas o que acontece quando as pessoas trapaceiam?

Os leitores são enganados

Imagine que uma pessoa visite o Jusbrasil pela primeira vez e busque informações que são mais relevantes para a comunidade. Os membros da comunidade indicam o que é relevante clicando nos botões de “recomendar” e “não recomendar”.

Quando perfis trapaceiam e recomendam seus próprios artigos, as pessoas não encontram as informações de qualidade. Elas são enganadas.

Como assim? Os artigos que estavam no topo do feed não chegaram ao topo pelos votos da comunidade, e sim por perfis fakes, criados pelo autor do texto com o intuito de recomendá-lo várias vezes e angariar alguns leitores de forma “orgânica”.

Percebem como isso quebra o ciclo saudável que eu citei no começo do texto? A prática faz com que os leitores pensem que uma informação é interessante quando, na verdade, isso é apenas manipulado pelos perfis falsos.

Calma, eu sei que tem várias dúvidas na sua cabeça agora.

E eu vou tentar responder todas elas. A primeira coisa que você deve estar pensando é:

Igor, como vocês sabem que um autor tá trapaceando?

É simples, a nossa comunidade funciona como um organismo saudável durante boa parte do tempo. Ao primeiro sinal de que há algo errado, somos reportados por nossos membros mais ativos. Eles são nossos anticorpos.

Para esse tipo de trapaça, especificamente, recebemos reports o tempo inteiro de diversos usuários.

Além disso, temos uma equipe de moderadores atentos no Jusbrasil. Vemos todo conteúdo que entra no site, quem publicou e tentamos entender sempre qual o propósito daquele autor ao publicar aquele conteúdo para ajudarmos ele a alcançar o seu objetivo, enquanto ele nos ajuda com a nossa missão.

Em termos práticos, não é difícil perceber quando uma mesma pessoa cria 7 contas diferentes e, em todos os seus textos, as 7 primeiras recomendações são dessas 7 outras contas.

E o que vocês fazem com esses autores trapaceiros?

O nosso Guia é claro quanto à isso: Após investigarmos o perfil e percebemos que ele está usando métodos que reprovamos para ter engajamento, nós iremos notificar. Caso o perfil retorne a utilizar esses métodos e outros, o destino é um só: O perfil será inativado.

Para os que não trapaceiam

Eu gostaria de deixar uma mensagem para os autores e usuários que não utilizam nenhuma trapaça.

Primeiramente, agradecer. A comunidade do Jusbrasil não seria nada sem o seu apoio leal e honesto. O nosso objetivo em comum aqui é um: Responder todas as questões jurídicas e você faz parte disso, tenha orgulho acima de tudo.

Em segundo lugar, não desanime. Perfis trapaceiros podem ter tido espaço na sua frente por um curto momento, mas é passageiro. Temos muitos exemplos de autores e perfis que conseguiram obter sucesso sem precisar trapacear, fazendo apenas uma coisa: Se preocupando com o verdadeiro leitor e em como solucionar a dor dele.

Fátima Burégio, Sérgio Merola, Suely Van Dal, Lorena Lucena Torres, Alessandra Strazzi, Mariana Gonçalves, Flávio Tartuce, Guilherme de Souza Nucci e muitos outros (impossível citar todos) são apenas alguns dos exemplos de que é possível unir o objetivo pessoal com a nossa missão! Para quê utilizar métodos não aceitos aqui?

Por fim, gostaria de pedir que Recomendem o texto para alcançar o maior número possível de pessoas e não se esqueça de sempre nos ajudar a identificar membros tóxicos na comunidade, utilizando a ferramenta de report.

Grande abraço! :)

    90 Comentários

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    Por um tempo eu venho suspeitando de algumas publicações e pensei que isso não passava no radar de vocês.

    É muito bom saber que isso passa pela atenção do Jusbrasil! continuar lendo

    Oi Caio! Obrigado pelo comentário.

    Sim, quase tudo passa por nossos olhos aqui dentro mas admito que seria bem difícil dar conta de tudo se não fosse a ajuda de vocês membros. Se eu puder lhe pedir alguma coisa, peço que em caso de suspeitas como você comentou, reporte pro nosso time! No final este artigo eu deixei um link ensinando como que é possível fazer isso.

    Juntos somos mais fortes!
    Grande abraço :) continuar lendo

    Fico em extremo feliz em ver meu nome figurar como exemplo de lisura e honestidade ao publicar e estar atenta às regras e diretrizes implantadas pelo Jusbrasil.
    Sou autora ativa do portal há cerca de 5 anos e seguir as regras impostas pela comunidade sempre foi muito fácil; é que meus pais me educaram a andar na linha, senão o trem pega!
    Cuidado com o trem do Jusbrasil! Seus 'maquinistas' são feras!
    Obrigada, @igorleiters pela citação do meu nome!
    Grande abraço e um 2019 cheio de grandes realizações! continuar lendo

    Dra Fátima é uma potência jurídica! Feliz em compor ao seu lado, minha amiga. Um abraço @fatimaburegio e obrigada @igorleiters continuar lendo

    Vocês são feras demais! Nós que agradecemos por toda contribuição de vocês duas aqui na nossa comunidade!

    Abração! :D continuar lendo

    Só as potências jurídicas.

    Esse meu país, Nordeste, só dá orgulho no @jusbrasil !

    (Há) Braços! continuar lendo

    Eu achei péssima a possibilidade de o leitor poder optar por (não recomendar o texto).
    Eu sempre escrevo artigos voltados aos direitos humanos e, o que acontece é que muitas pessoas com perfil, e que acreditam que os direitos humanos são um retrocesso social, optam por indicar que o artigo não é recomendável.

    Sabemos que a qualidade das faculdades de direito são péssimas e que, o aluno deve buscar se instruir, também, fora da faculdade. Contudo, como inúmeras pessoas não tem o habito da leitura, seja por não gostar de textos longos ou livros, seja por não ter tempo, o que ocorre (e o exame da OAB esta ai para provar), é a dificuldade do leitor em interpretar o que esta escrito.

    O que acontece é que o leitor, ao ler algo voltado ao humanismo, (seja por uma falha interpretativa ou por ignorância social), reprova o texto, e muitas pessoas deixam de ler. continuar lendo

    EXATAMENTE!!

    Tenho notado isso com muito pesar!
    Muitos dos meus textos são voltados aos Direitos Humanos, que me fascina muito e tenho visto que certas pessoas sequer lêem....já dão 'dislike' só por se tratar de Direitos Humanos; como se eles, os que estivessem dando 'dislike' fossem outro tipo de ser, e não humano!

    Está passando da hora do povo aprender, entender que direitos Humanos são para HUMANOS, pessoas - para cachorros, gatos e vacas há outras legislações!

    Todos (vítimas e criminosos são humanos e tem na DUDH seus direitos garantidos). Falta leitura da referida DUDH, quiçá entendam! continuar lendo

    @nelsoncapeleti Tudo bem? Fiquei muito feliz em ler o seu comentário, feedback's como o seu são super importantes e eu vou tentar te explicar o porquê do "Não recomendar", certo?

    Há alguns anos atrás, lá no começo da nossa comunidade, no lugar do "recomendar" e "não recomendar" tínhamos um esquema de "up vote" e "down vote" que nós chamávamos de "Leiam" e "Não leiam". A comunidade usava essa ferramenta com uma maestria absurda.

    Os textos que eles consideravam valer a leitura, tinham muitos votos e os textos que eles consideravam rasos ou que não valiam o tempo do leitor, tinha uma quantidade significante de "Não leiam" também. Passou-se o tempo e resolvemos tirar essa estrutura de votos e colocamos o "Recomendar", simbolizado com um coração. Você lembra dessa época?

    Aconteceu algo que não esperávamos: As pessoas pararam de usar o recomendar. Conversamos com alguns membros e aparentemente, o coração era muito apelativo. Ninguém queria vincular o seu coração à um artigo ou notícia.

    No ano passado continuamos com o "Recomendar" e mudamos o coração para o "Like" e voltamos com o esquema de "Up" e "Down" usando o "Não recomendar". Eu acredito que as ferramentas tem um propósito muito bacana, mas assumo o nosso erro em não termos nos preocupado em comunicar melhor o "Não recomendar". Explico.

    As pessoas hoje, entendem que o "Não recomendar" é um deslike, e não é! Você pode não concordar com o tema do texto e ainda assim recomendar a leitura dele. Mas parece que as coisas aqui ficam um pouco mais no pessoal né?

    Queria aproveitar aqui e jogar a bola um pouco pra vocês. Como podemos resolver esse dilema e comunicar melhor o uso do "Não recomendar"? Fico aguardando a resposta de vocês!

    @diariodeconteudojuridico e @nelsoncapeleti !

    Abraços :) continuar lendo

    Estimado Igor Leite, boa tarde.

    O que eu percebo é que a maioria da população vinculou os direitos humanos ao partido dos trabalhadores, e o que existe hoje é um completo desconhecimento acerca da importância deste instituto.

    Nosso direito ao voto e direito a propriedade privada advém dos direitos humanos.

    Hoje, inúmeros estudantes que detêm perfil nesta plataforma ainda não romperam com os paradigmas próprios de quem apenas se inicia na ciência jurídica.

    Muitas vezes eu penso até em parar de escrever na plataforma, mas ai eu penso que, se eu escrever e o texto tocar a sensibilidade de uma única pessoa, já valeu a pena.

    Acho que uma solução boa é tirar a opção de deslike. Uma vez que, ler e não recomendar já é um feedback de que o texto não agradou ao ponto de eu dar uma recomendação de leitura.

    A ferramenta de deslike, pelo o que eu percebi de comentários em textos meus, foi dado, não pelo conteúdo do artigo, mas pela completa incompreensão do leitor com relação a importância dos direitos humanos. (as pessoas acreditam que a única função dos DH é proteger bandidos. Ledo engano.

    Agradeço pela atenção. Fraternal abraço continuar lendo

    Olha, IGOR LEITE, não tenho ideia sobre como resolver isso - mas bem que gostaria.

    De verdade; gostaria muito de poder ajudar pois adoro a comunidade....sempre adorei. Passei uns tempos longe mas por problemas pessoais.

    Comentários:
    Acho que esse DEDINHO 'positivo e negativo', do lado superior esquerdo do texto se transformou em algo pessoal para alguns!

    A pessoa não gosta de você, do tipo de texto que você escreve e nem dos teus comentários e aí já te dá 'deslike' (não te recomenda) pelo simples prazer de te prejudicar frente às pesquisas e a relevância dentro do Jus.

    Não seria mais justo deixar passar (ignorar o texto) e pronto???

    Mas não, as pessoas preferem clicar no negativador, mesmo sem abrir o texto e ver se agrega ou não valor!

    Vocês fizeram o "dedo negativo" aparecer quem clicou; assim ficamos sabendo e nos vingamos (povo é ruim por natureza, incluindo eu...rsrsr); se fizerem isso comigo (e já fizeram) eu farei de volta assim que vir um texto da pessoa! Infelizmente muitos que fazem isso são apenas comentaristas.

    Quer uma guerra? Se não quer seria aconselhável estruturar o negativador de texto (não exponha quem negativou)....; assim o 'ruinzão' do pedaço não fica exposto e evitamos vinganças inúteis!
    Abraço e sucesso para ti Igor Leite continuar lendo

    Se me permitem uma sugestão, pode se adotar um sistema de notas. Por exemplo, de 0 a 5, onde zero vai ser a nota da pessoa que não gostou do artigo, todavia, no somatório ela acaba sendo neutra; enquanto o 5 seria a pessoa que muito gostou do artigo, e este ajudaria o artigo ficar no topo. Então, por exemplo, 100 pessoas leram o artigo, sendo que 90 pessoas deram nota 5, 5 nota 3 e 5 nota 0. Teriamos, ao final, uma nota 465, sendo que o 0 em nada influência para baixo o artigo — só também não irá colocar na posição 500, de um artigo que sempre teve nota 5.

    Só uma sugestão. Não sei sequer se a plataforma tem essa opção.

    Abraços! continuar lendo

    @igorleiters : Você pediu uma contribuição de ideias a respeito do que fazer sobre o botão "não recomendar". Realmente é algo bem delicado e, como o colega @nelsoncapeleti ressaltou, pode acabar prejudicando o trabalho honesto de alguns autores.
    A minha sugestão seria "educar" os usuários do site sobre como utilizar o "não recomendar" de forma justa. Para isso, além de criar artigos explicativos, seria muito bacana usar uma ferramenta de "pop up" que aparece ao usuário quando ele clica na opção "não recomendar". Nesse pop up pode conter uma recomendação, objetiva e direta, acerca do bom uso do "não recomendar".
    Quem sabe seja possível programar o pop up para aparecer apenas uma vez por dia para cada usuário e, ainda, pode-se utilizar essa ferramenta de educação do público por um tempo determinado (6 meses ou um ano), enfim... se for possível aplicar, acredito que seria uma excelente ferramenta para conscientizar os usuários a utilizarem o "Não recomendar" de forma justa.
    Grato pela atenção! continuar lendo

    Creio que o dedinho da negatividade é mais levado para o lado pessoal, seja de quem "dá o dedo" ou seja de quem recebe.

    Não vejo até o momento esse deslike em redes sociais e elas são um ponto de partida. Penso que o deslike é o mesmo que o não like. Afinal, temos acesso a quem visitou seu artigo e por um motivo ou outro não deu like. Se não deu, pode ter sido por inúmeros motivos: não gostou, não teve tempo de ler e só deu uma olhadinha, esqueceu, etc.

    Então, Igor, acredito que seja mais saudável para a comunidade se o deslike fosse retirado. Ele pode fazer deslike de forma passiva, por não dar like, ou mesmo por fazer isso nos comentários. continuar lendo

    Excelente!

    Sem falar em textos de conteúdo pobre, de copiar/colar e de teor ofensivo.

    Além disso, tem muito "artigo" criado para propaganda e busca de serviços. continuar lendo

    @newtoncabraldealbuquerque Tudo bem?

    Obrigado pelo comentário. Irei discordar com você em um ponto, espero que consiga me entender.

    O Brasil e as pessoas hoje carecem de informação jurídica, então, qualquer conteúdo que vise entregar valor à alguém aqui dentro da nossa comunidade sempre vai ser bem-vindo. É óbvio que lutamos todos os dias para termos mais conteúdos autorais e com maior qualidade. Mas já teve aqui, por exemplo, anotações de aulas que salvaram a vida de muitos outros estudantes. Isso não é magnifico?

    Acredito que todo tipo de conteúdo tem o seu valor e precisamos incentivar que as pessoas tragam conteúdo para nossa comunidade.

    Concordo com você quando diz que conteúdo de teor ofensivo é horrível. E sei que você também sempre reporta conteúdo que fere as nossas regras e quero agradecer por isso também.

    Quanto ao copiar/colar, a nossa preocupação é uma só: Citar a fonte da qual o conteúdo foi retirado, caso contrário, nossa moderação atua em cima disso também.

    Espero que tenha conseguido me entender, amigo.
    Abração! :) continuar lendo

    Igor,

    Os copiar/colar a que me referi são aqueles que constam em textos desconexos, que parecem uma colcha de retalhos. Só pra encher linguiça.

    Obrigado pelo contato. continuar lendo